Nos tempos dos nossos avós e pai, o nosso querido
governo, obrigava-os a passar alguns meses num quartel do exército a aprender
algo que 99% das pessoas que lá andaram nunca mais iriam precisar na vida.
Obrigava-os a perderem meses dos seus estudos, das
suas vidas, das suas famílias e filhos com o intuito de preparar soldados sob o
pretexto de uma guerra que nunca existiu. Mas sabe-se lá… os alentejanos podem
querer aumentar o seu território e declarar guerra a Lisboa. É melhor estar
preparado!
Mas vá… o governo viu que custava muito ter no
exército pessoas, obrigadas, a defender as dispensas de ataques de ratos… e
passou a ser opcional ir ou não para a tropa.
Opcional… mas o trabalho era o mesmo.
Mais recentemente, o nosso governo, reparou que nos
cofres do estado ainda tinha um dinheiro que sobrou (?) dos pagamentos à TROIKA
e decidiu que toda a malta de 18/19 anos devia ir ao zoo… perdão… quartel ver o
que os soldados fazem. Surpreendentemente, vindos sabe-se lá quantos anos,
continuam a defender as dispensas das perigosas investidas de ratinhos e
baratas bem treinados e pesadamente armados.
Se antigamente iam só homens à tropa, hoje em dia, já
vão homens e mulheres ao Dia da Defesa Nacional. Finalmente, as feministas
viram os seus direitos serem reconhecidos.
E até há uns dias iam só jovens com 18/19 anos.
Agora também “podem” ir pessoas com 64 anos.
Ou melhor, pelo menos, uma foi chamada!
Medida visionária do governo de Portugal. Evitaram
manifestações organizadas pela 3ª idade a exigirem direitos iguais aos das
restantes idades. Apesar de alguns deles já terem cumprido a tropa que deviam.
No entanto, não nos esqueçamos: é educado, mesmo
assim, oferecer o lugar do autocarro a uma senhora de bengala ou a uma
feminista grávida. Isto se esta última não começar a discutir pela igualdade…
blablabla!
Não deixa de ser engraçado a convocatória de uma
senhora de 64 anos para ir, com valentia e patriotismo, defender a nação.
Mas é tudo por Portugal!
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