terça-feira, 6 de junho de 2017

O Que Ainda Não foi Escrito: Que Sempre Regresse!


Regressamos, como é habitual, à frequência estival de escrita.
Não obstante, recusamo-nos a encetar este novo período sem antes libar os leitores que, na volubilidade das nossas publicações, nos acompanham fielmente. Não pela leitura dos textos nos momentos de presença, mas pela amizade e apoio que espelham na necessária ausência.
A todos vós, obrigado!

Regressamos após praticamente um ano de interregno. Um ano de trabalho que é reconhecido com a liberdade de ocupar o nosso tempo com o que mais regozijo nos oferecer sendo que escrever é uma das tarefas que cumpre a premissa apresentada. Um ano em que recolhemos experiências, demos existência a histórias que, em anos vindouros, serão contadas, não por quem assistiu, mas por quem as viveu; que marcaram a pele com a aspereza da dedicação, que adubaram, com esforço, o terreno do qual pulularam as novas cãs que ostentamos e que gravaram, no espírito, a glória que oferece o sentimento de uma consciência despejada de contrição.

As doze luas cheias e as noites, às quais emprestaram um pouco da sua claridade para tornar o escuro firmamento menos sombrio, serviram de sebenta sobre a qual, a finos traços de melancolia, oferecemos o que de melhor havia em nós. Prometemos que o continuaremos a fazer enquanto o dia estilumar o corpo e a noite enfeitiçar a mente.
Ter-nos-iamos servido das estrelas mas essas… essas veem a sua luz dissolvida na vã névoa da iluminação das cidades que tanto amamos.
Assim sendo, recorremos a esse corpo celeste. Pode não emitir fulgor por si mas se é capaz de conceber nos oceanos a oposição entre as mais convulsas marés e as mais plácidas ondulações, seguramente, poderá, também, afeiçoar os pensamentos humanos à harmoniosa aura da Natureza.
Subjugando-nos à influência desse astro, humildemente procuramos servi-lo e, no solo que nos foi concedido, espraiar o seu efeito.

Desta forma, cultivaremos este período mediante as cumpridoras e já conhecidas “Reflexões de sexta à noite” e os inovadores “O que ainda não foi escrito”.
Os leitores que buscam mais que os frívolos brilhos citadinos, mantanham-se debruçados na janela, a contemplar o solene panorama alumiado pelo esplendor lunar sarapintado a pontos luminosos, agora sim, visiveis desde a escuridão diáfona do que chamamos... refúgio.





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