Regressamos, como é habitual, à frequência
estival de escrita.
Não obstante, recusamo-nos a encetar este
novo período sem antes libar os leitores que, na volubilidade das nossas
publicações, nos acompanham fielmente. Não pela leitura dos textos nos momentos
de presença, mas pela amizade e apoio que espelham na necessária ausência.
A todos vós, obrigado!
Regressamos após praticamente um ano de
interregno. Um ano de trabalho que é reconhecido com a liberdade de ocupar o
nosso tempo com o que mais regozijo nos oferecer sendo que escrever é uma das
tarefas que cumpre a premissa apresentada. Um ano em que recolhemos
experiências, demos existência a histórias que, em anos vindouros, serão
contadas, não por quem assistiu, mas por quem as viveu; que marcaram a pele com
a aspereza da dedicação, que adubaram, com esforço, o terreno do qual pulularam
as novas cãs que ostentamos e que gravaram, no espírito, a glória que oferece o
sentimento de uma consciência despejada de contrição.
As doze luas cheias e as noites, às quais
emprestaram um pouco da sua claridade para tornar o escuro firmamento menos sombrio,
serviram de sebenta sobre a qual, a finos traços de melancolia, oferecemos o
que de melhor havia em nós. Prometemos que o continuaremos a fazer enquanto o dia
estilumar o corpo e a noite enfeitiçar a mente.
Ter-nos-iamos servido das estrelas mas essas…
essas veem a sua luz dissolvida na vã névoa da iluminação das cidades que tanto
amamos.
Assim sendo, recorremos a esse corpo celeste.
Pode não emitir fulgor por si mas se é capaz de conceber nos oceanos a oposição
entre as mais convulsas marés e as mais plácidas ondulações, seguramente,
poderá, também, afeiçoar os pensamentos humanos à harmoniosa aura da Natureza.
Subjugando-nos à influência desse astro,
humildemente procuramos servi-lo e, no solo que nos foi concedido, espraiar o
seu efeito.
Desta forma, cultivaremos este período
mediante as cumpridoras e já conhecidas “Reflexões
de sexta à noite” e os inovadores “O
que ainda não foi escrito”.
Os leitores que buscam mais que os frívolos
brilhos citadinos, mantanham-se debruçados na janela, a contemplar o solene
panorama alumiado pelo esplendor lunar sarapintado a pontos luminosos, agora
sim, visiveis desde a escuridão diáfona do que chamamos... refúgio.
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