Retomamos,
neste momento, o trabalho no fio de lã, que por cansaço de quem o urdia,
deixámos ermo, todavia calmo e esperançoso no cumprimento da promessa que
fizemos de regressar. E, distinguidos que somos de alguns agentes políticos e
sociais, ao que nos comprometemos não falhamos. Connosco nada cai em saco roto.
Até porque permitir que o saquinho chegue a essa condição lastimosa trata-se de
uma simples questão de ócio. Se está roto…remenda-se.
É o
que uma pessoa vai tentar fazer nas próximas eleições; e ainda que as opções de
remendo não ofereçam qualquer tipo melhoria significativa, não deixa de ser
nosso dever, ir à urna palpar, pelo menos, o tecido. Se não gostarmos de nenhum
- é tudo de fabrico chinês e do mais reles e pueril que há – vimos de mãos em
branco. Porém, não nos negámos a obrigação civil de o fazer, dando primazia a outros
recreios, lavando as nossas mãos na água
oferecida pelo dianho, tal como Pilatos,
desresponsabilizando-nos do mais tisnado e provável ocaso: a insistência
neste exercício de consciente manudução perversa através de caminhos duvidosos
até ao cômpito onde todas as veredas se apresentam enramadas e pedregosas
quando nenhum dos cabecilhas – pérfidos e estouvados é certo - tem grandes
conhecimentos de geografia, leitura de mapas e orientação para nos guiar à salvação.
Nós
que a temos, mesmo que a etiqueta social seja a de promoção do seu
esmorecimento e negação, recorremos à fé e esperamos, que escondido por entre a
penumbra deste fim de tarde, quando mal precatados estivermos, o despenhadeiro
não se encontre à distância de um incauto passo.
Na
verdade, este tema daria matéria-prima para várias “Reflexões de sexta à noite” e, possivelmente, até romances de
desenlace…menos fausto.
Suspeito
que pelas vossas sinapses passeie a interrogativa ideia de como é que o exposto
anteriormente constitui uma continuação da reflexão compartida na passada
semana. Sabei, então, que a nós, enquanto a escrevíamos, também deambulou pelas
circunvoluções cerebrais o mesmíssimo inquisitório pensamento.
Como
solução a esta questão que, insistentemente, nos surgia defronte e, vilmente,
nos fixava a mirada, consentimo-nos a retirada da umbela que cobria o nosso
escalpe e permitimo-nos que, ainda que poucos fossem, os raios de sol nos
aclarassem essa ideia esperando, até, que desabrochassem umas quantas mais.
Aconselhamos
aos que se encontrem numa situação semelhante, que adotem a estratégia descrita
a fim evitar esta carência de ideias global que enfrentamos; mau já seria
sofrermos todos de uma monomania, pior se fosse a mesma em todos.
Recordamos,
certamente, uns por a terem vivido, outros por lhes ter sido relatada, a breve
história que no capítulo primeiro expusemos. Uma semana volvida e tendo
possuído tempo para a meditação, por quem se interessa por estas temáticas,
lançamos uma questão: é assim que pretendemos educar os nossos
filhos?
Na
verdade…os nossos não!
Não
porque a biologia nos tenha traído e não proporcionado os órgãos elementais e
necessários para os conceber. Porém, conciliar o estudo universitário da
fisiologia e patologia humanas com o amamentar do neonato, adivinhar-se-ia de
resolução esfíngica.
E,
além disso, devido à compleição anatómica que carregamos, tornar-se-ia
enigmática a resposta ao problema de onde haveria, o puto, de mamar.
De afogadilho
nos aproximamos do termo desta, já longa, reflexão. E aos nossos leitores, que
concedem tempo e disponibilidade à nossa escrita, libamos jubilosamente – como não poderia ser de outra maneira – a vós.
Achámos por bem, findar este capítulo segundo
com a momentosa questão, a fim de, permitir que a dúvida - quantas vezes funesta e tormentosa -
nos conquiste e tal como o sol em pleno Janeiro, faça dia onde a noite
predomina.
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