sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Estaremos perante um Declínio Educacional? (CAP. II)

Retomamos, neste momento, o trabalho no fio de lã, que por cansaço de quem o urdia, deixámos ermo, todavia calmo e esperançoso no cumprimento da promessa que fizemos de regressar. E, distinguidos que somos de alguns agentes políticos e sociais, ao que nos comprometemos não falhamos. Connosco nada cai em saco roto. Até porque permitir que o saquinho chegue a essa condição lastimosa trata-se de uma simples questão de ócio. Se está roto…remenda-se.
É o que uma pessoa vai tentar fazer nas próximas eleições; e ainda que as opções de remendo não ofereçam qualquer tipo melhoria significativa, não deixa de ser nosso dever, ir à urna palpar, pelo menos, o tecido. Se não gostarmos de nenhum - é tudo de fabrico chinês e do mais reles e pueril que há – vimos de mãos em branco. Porém, não nos negámos a obrigação civil de o fazer, dando primazia a outros recreios, lavando as nossas mãos na água oferecida pelo dianho, tal como Pilatos, desresponsabilizando-nos do mais tisnado e provável ocaso: a insistência neste exercício de consciente manudução perversa através de caminhos duvidosos até ao cômpito onde todas as veredas se apresentam enramadas e pedregosas quando nenhum dos cabecilhas – pérfidos e estouvados é certo - tem grandes conhecimentos de geografia, leitura de mapas e orientação para nos guiar à salvação.

Nós que a temos, mesmo que a etiqueta social seja a de promoção do seu esmorecimento e negação, recorremos à fé e esperamos, que escondido por entre a penumbra deste fim de tarde, quando mal precatados estivermos, o despenhadeiro não se encontre à distância de um incauto passo.

Na verdade, este tema daria matéria-prima para várias “Reflexões de sexta à noite” e, possivelmente, até romances de desenlace…menos fausto.

  Suspeito que pelas vossas sinapses passeie a interrogativa ideia de como é que o exposto anteriormente constitui uma continuação da reflexão compartida na passada semana. Sabei, então, que a nós, enquanto a escrevíamos, também deambulou pelas circunvoluções cerebrais o mesmíssimo inquisitório pensamento.
Como solução a esta questão que, insistentemente, nos surgia defronte e, vilmente, nos fixava a mirada, consentimo-nos a retirada da umbela que cobria o nosso escalpe e permitimo-nos que, ainda que poucos fossem, os raios de sol nos aclarassem essa ideia esperando, até, que desabrochassem umas quantas mais.

Aconselhamos aos que se encontrem numa situação semelhante, que adotem a estratégia descrita a fim evitar esta carência de ideias global que enfrentamos; mau já seria sofrermos todos de uma monomania, pior se fosse a mesma em todos.

Recordamos, certamente, uns por a terem vivido, outros por lhes ter sido relatada, a breve história que no capítulo primeiro expusemos. Uma semana volvida e tendo possuído tempo para a meditação, por quem se interessa por estas temáticas, lançamos uma questão: é assim que pretendemos educar os nossos filhos?

Na verdade…os nossos não!
Não porque a biologia nos tenha traído e não proporcionado os órgãos elementais e necessários para os conceber. Porém, conciliar o estudo universitário da fisiologia e patologia humanas com o amamentar do neonato, adivinhar-se-ia de resolução esfíngica.
E, além disso, devido à compleição anatómica que carregamos, tornar-se-ia enigmática a resposta ao problema de onde haveria, o puto, de mamar.

De afogadilho nos aproximamos do termo desta, já longa, reflexão. E aos nossos leitores, que concedem tempo e disponibilidade à nossa escrita, libamos jubilosamente – como não poderia ser de outra maneira – a vós.

 Achámos por bem, findar este capítulo segundo com a momentosa questão, a fim de, permitir que a dúvida - quantas vezes funesta e tormentosa - nos conquiste e tal como o sol em pleno Janeiro, faça dia onde a noite predomina.


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