Esta parece
ser a palavra mais procurada pela sociedade moderna para se manter entretida e
alheada, talvez, dos seus próprios problemas e más decisões. Claro que saber
que o Cristiano Ronaldo ofereceu uma ilha, algures na Grécia, ao seu agente
como prenda de casamento e começar a criticar o rapaz porque poderia ter dado
melhor uso ao dinheiro é mais fácil do que olhar para nós e vermos que demos um
carro ao nosso filho como motivação pelas quatro cadeiras que deixou em atraso
na faculdade. Mas coitado do rapaz…foram só quatro! Merece a recompensa pelo trabalho.
Previamente
ao início do desenvolvimento do comentário sobre o tema que o título deixa a
nu, permitam apenas umas pequenas notas.
Sou rapaz.
Tanto genotipica como fenotipicamente. Não apoio o feminismo. Nem o machismo.
Adoro brincar, e quem diz brincar usa um eufemismo para não dizer provocar,
quem o é.
Aceito as
críticas, encaixo, brincadeiras e quando estou errado admito.
Suporto a igualdade.
Mas acima deste valor coloco a justiça e o respeito. E se o preço a pagar pela
justiça e o respeito é a negligência da igualdade, talvez valha a pena.
Creio que a
imagem que coloco juntamente com esta opinião é bastante ilustrativa do que
pretendo explicar. E se não for, tomemos atenção à questão que exponho. Devo eu, enquanto ser humano empático e
atento às situações que me rodeiam, limitado nos recursos que posso utilizar,
dar a mesma quantidade de sopa a um menino bem nutrido e a quem nada lhe falta e
a outro menino cuja totalidade dos ossos posso contar com uma simples passagem
do dedo?
A resposta a
esta pergunta obriga-me a priorizar os meus valores. Se coloco a igualdade em
primeiro, a quantidade de sopa terá de ser a mesma. Mas se o faço não estou a
ser justo uma vez que, claramente, um necessita mais do que o outro. No
entanto, se pretendo ser justo e dou mais a quem, verdadeiramente, precisa não
estou a ser igualitário visto que não dou a mesma quantidade a ambos.
Felizmente,
gosto de acreditar que as minhas prioridades estão bem definidas pelo que a
resolução do dilema que se colocou anteriormente, para mim, não se revela
difícil.
Uma vez
escrita a reflexão séria da publicação que, apesar de parecer desenquadrada da
tentativa de impregnar um estilo mais ou menos piadolas aos textos que apresento, será de utilidade para a
compreensão do meu ponto de vista à medida que o explicito, tratamos de
prosseguir.
Durante o
meu ocupado dia de ócio e pouco fazer, entretenho-me a fazer zapping pelos jornais online que estejam
escritos num idioma que consiga descodificar. Elimino de caminho qualquer
jornal sediado no norte do nosso país, os de Viseu, os isrealitas, franceses,
italianos, alemães e mais uns quantos. Ah, e o
Correio da Manhã!
E de vez em
quando, lá salta à retina uma noticiazinha que por ser mais tonta, mais
engraçada ou mais a puxar à crítica, me cativa e põe o motor a lenha a
trabalhar.
A mais
recente foi a indignação que provocou a criação da versão feminina da camisola
do Manchester United, histórico clube do futebol inglês. Na verdade, creio eu,
a polémica gerou-se devido ao facto da dita camisola, na sua versão feminina,
possuir um, e cito, “avantajado decote”. Design extremamente raro em qualquer
camisola destinada ao referido género!
Já houve
ataques de grupos feministas tanto à empresa que desenhou a vestimenta
destinada aos adeptos do sexo feminino como ao próprio clube por aceitar um
corte tão arrojado, argumentando que é uma camisola “sexista”.
Acho, que
neste comentário, devemos ir por partes:
1. Certamente, uma controvérsia criada
por alguém que não tinha mais nada que fazer no seu período de férias do que
orientar, erroneamente, a sua atenção para notícias de um cariz tão
insignificante como a camisola de uma equipa de futebol.
2. Muitos de nós sabemos que os clubes de
futebol vendem camisolas há já bastantes anos, com o intuito de fazer dinheiro,
à sua massa associativa, sendo esta composta, maioritariamente, por homens.
Assim sendo, criar camisolas para mulheres, seria explorar um novo mercado e
uma nova possibilidade de investimento. Argumentam que é explorar a mulher?
Então todos estes anos os homens foram explorados!
3. Se criar uma camisola para mulheres é
sexista, não criá-la o que seria? Se defendem a
igualdade, de que se queixam agora?
4. E se a questão está no facto de o
decote ser ousado, as nossas queridas meninas, hoje em dia, saem à noite (e não só) vestidas de que maneira?
Antes
de continuar gostava de fazer a ressalva que, habitualmente, faço: aceito as
devidas exceções.
5. Uma das questões levantada foi “E quem não tem nada para mostrar?”
Questiono-me se isto configura algum tipo de argumento. Quem não tem nada para
mostrar numa camisola normal, de uso diário, também não tem nada para mostrar
numa camisola desportiva. Cada um deve ter consciência do que deve ou não usar, exercendo a totalidade da sua liberdade para o fazer.
6. Por último, é assim tão raro, tão surpreendente
uma camisola com um decote dito “ousado”? É preciso fazer um escândalo com,
aparentes, repercussões mundiais? Se fosse da Zara, Bershka ou Primark não
teria uma aceitação, praticamente, universal e sem grande furor?
A questão do
feminismo e do machismo, a meu ver, não se trata de uma questão de igualdade
como se ouve os seus adeptos aclamar. Resume-se a RESPEITO por outro ser
humano, seja de que género for.

Sem comentários:
Enviar um comentário