É verdade que falta continuidade a este blogue.
Quase que se assemelha à época desportiva do Sporting, à financeira do Benfica
e à jurídica do Porto… tudo cheio de incongruências.
Eu sei, eu sei! Aceito as críticas, se ainda existe
alguém com a endurance pessoal
suficiente para as fazer. Mas entendei, amigas e amigos, que
manter uma carreira universitária em ciências da saúde, tentar manter umas
relações familiares e sociais saudáveis e ainda conseguir reter uma
funcionalidade mental acima da média que a TVI costuma apresentar na sua
programação noturna, exige muito de mim. Pelo menos as duas primeiras são
verdade.
Pelo explicado anteriormente, entendei que o tempo
escasseia e foge por entre os dedos tal como areia nas mãos de um puto.
Mas aqui estou eu novamente. Renovado, com o vigor
de um rapaz novo, a pujança de alguém que tomou o comprimido azul e a vontade
do Passos Coelho em não declarar sabe-se lá quantos milhões às finanças. Para
os leitores mais caducos, trata-se de metade e outros tantos de contos. Assim
ficamos todos esclarecidos.
Para quem ainda não reparou e, para quem o fez
demonstro a minha admiração, este nosso espaçozinho de devaneios e terapia mudou
de “cara”.
Uma
espécie de “Querido mudei a casa”
aplicado aos blogues. A diferença: não tenho o Gustavo Santos a apresentar nem
a explicar as suas sábias teorias com uma gesticulação profunda e cheia de
significado expressivo.
Isto porque “este blogue é o sonho das nossas vidas.
O nosso amor. Primeiramente é a ele que temos de amar. Mesmo que tenhamos de
esperar 6 meses para que um texto seja escrito, temos de o amar. Não tens a
certeza se o texto será escrito ou não…mas esperamos que sim! Esperamos porque amamos!”
É assim que eu imagino um spot publicitário feito
por este “life coach” a promover o nosso renovado blogue.
Ainda assim, por muito tentadora que seja a
gesticulação de tal moço tão vivido, com a sua echarpe e calças super slim
fit, acho que preferiria Eça de Queiroz com a sua barbinha, maneiras cavalheirescas e exaustivas descrições. Ao
menos um gajo ficava a saber, precisamente, o que estava a ver. Pormenor não
lhe faltaria.
“A cor laranja do ecrã sobressai até aos olhos dos
mais desprevenidos. Sobre essa cor, cuja origem até hoje é desconhecida (reza uma lenda que talvez seja devido ao laranja ser laranja por causa da
laranja, sendo que outra afirma que a laranja é laranja devido ao laranja), num
tom negro da mais refinada madeira negra da Somália, contrapondo a alegria e o
calor transmitidos por aquele laranja bem laranja, jazem uns rabiscos que fazem
recordar o alfabeto chinês. Talvez o chinês ou o japonês já que, tal como os
seus habitantes, parecem todos iguais.
Variando o flanco da mirada, fixando a suavidade e
frescura do nosso olhar sobre a arcada esquerda da tela do computador, uns ícones
captam nossa atenção. O que serão?”
Só assim a título de curiosidade e, puxando à minha
costela filosófica e reflexiva, como seriam as publicações do amigo Eça se, no
seu tempo, houvesse Facebook? Num texto posterior explorarei a hipótese de
recriar algumas das publicações de personagens famosos da vasta história tuga.
Certamente
não haveria os “Maias”, nem o “Crime do Padre Amaro”, nem o “Primo Basílio” ou “A
ilustre casa de Ramirez”, já que o amigo Eça estaria a fazer o upload da sua nova
foto de perfil tirada na noite anterior na “Tasca do Ti Felismino” ou a ver a cronologia de D. Maria II na esperança de encontrar alguma
fotografia sua em biquíni na viagem que fez pelo Brasil com Maria Eduarda e
Carlos da Maia. Aquilo é que deviam ser noitadas! A ler… não sejais perversos!
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