Boas pessoal que aprecia deliciar os olhos e a mente nestes pequenos textos que, muito de vez em quando, decido escrever aqui!
Boas também para aqueles que simplesmente fingem que leem isto (provavelmente a maioria, senão, todos).
Faz dois, três, quatro … muitos meses que eu não escrevo nada. Agenda ocupada: reuniões com o ministro das Finanças, com a TROIKA, com o meu amigo Cavaco, já sabem como é que é.
Decidi, hoje, pela manhãzinha, escrever sobre as minhas profissões de sonho. Aquelas atividades que eu gostaria de fazer todos os dias. Aquelas atividades que, quando acordasse, pensasse: “Ainda bem que eu faço o que faço!”
São elas: Chef de cozinha ou vigarista profissional.
Não sei bem porque gostaria de ser chef. Talvez porque sempre me interessei por legumes salteados, claras batidas em castelo, bife grelhado, barbecue e todos aqueles pormenores que fazem um simples prato de cozinha algo absolutamente espetacular.
Isso ou gostar de dizer muitos “Fuck off” ou “This shit is uncooked”. Algo tipo chef Ramsey.
Quanto a ser vigarista devo, antes de começar a explicar, avisar que não devem confundir vigarista com político, primeiro-ministro, presidente da república, governante ou algo do género. É que, parecendo que não, há uma diferença.
O vigarista consegue ser mais honesto que as identidades já identificadas.
Isto até parece um oximoro, um paradoxo, uma antítese (ou o que lhe quiserem chamar, mas não falemos de matéria das aulas de Português).
-“Um vigarista, um mentiroso é honesto? Deves estar a brincar comigo!” – perguntam vocês.
Pois, meus amigos, ficai a saber que o que vos digo não é mentira. Na verdade, considero “vigarista” a profissão mais honesta e verdadeira do mundo. O vigarista quando nos diz que nos engana, engana mesmo (problema é quando nós não sabemos que estamos a ser enganados. Mas isso fica para outro dia e para outro texto).
Aliás, o bom vigarista diz que nos engana, fá-lo e nós ainda lhe agradecemos por termos sido enganados e roubados.
Ora, este é um dos meus trabalhos de sonho. Enganar, ser pago por enganar e receber agradecimentos é algo que não existe na profissão de governante nem em qualquer outra. Como políticos enganamos, somos melhor remunerados que vigaristas ditos “normais” mas não nos agradecem. Atiram-nos ovos e tomates podres às portas do estúdio da SIC.
Só resta tomar banho!

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