quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O negócio da carteira infinita!


Boa noite! Escrevo isto enquanto oiço o nosso PM a dar uma entrevista à RTP e mal o comecei a ouvir lembrei-me imediatamente da minha infância e de algumas das minhas criancices.
O mais certo é vocês já estarem cansados de lerem acerca de situações da minha vida. Na realidade, ela não é assim muito interessante. Por alguma razão tenho tempo para escrever estas coisas!

Mas, uma das minhas brincadeiras de criança (pelo menos pensava eu) era abrir a carteira dos meus pais e ir roubando uns escudos (sim, eu ainda sou do tempo dos escudos). Hoje, nesta noite, acredito que afinal não é uma brincadeira infantil. Há adultos que também vão à carteira dos meus pais e lhes roubam uns bons euros. Mas pronto, são criancices!

Lembro-me, também, daquela famosa frase, protagonizada pelo “Buzz Lightyear” em Toy Story: “Para o infinito e mais além!”
E por falar em infinito, recordo-me em acreditar que iria viver para sempre, que eu iria ser infinito, nunca iria morrer.
Ou, então, da tão brilhante brincadeira com os meus irmãos “ Infinito mais um é maior que infinito, por isso ganho eu”.

Ai, ai, belos tempos! Ainda era só eu que ia à carteira dos meus pais!

Hoje, se fosse criança talvez fosse mais esperto. Em vez de querer viver até ao infinito, quereria somente viver metade de infinito. Ou, sendo menos egoísta e menos pedinchão, iria querer viver somente um terço de infinito. Se calhar ir-me-iam considerar mais altruísta do que naqueles meus tempos de criança!

Porém, quando reflito acerca de infinitos e metades de infinitos chego à conclusão que são exatamente a mesma coisa (afinal não seria assim tão esperto nem tão altruísta).
Passo(s) a explicar o meus pensamento como muita gente, esta noite, o faz:

-“Ora, se infinito não tem fim, não é contável, metade de infinito também o não é. Se infinito, por definição, não tem fim, quanto é metade de infinito? Não se sabe. Ou seja, infinito=metade de infinito!

Mas isto são reflexões filosóficas influenciadas por almoços com alguns amigos meus.

Vá, durmam bem e mantenham-se longe das carteiras dos vossos pais. O negócio já não é tão lucrativo quanto era!

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