quarta-feira, 11 de abril de 2012

Romântico Tuga vs Romântico Americano


 A reflexão de hoje consiste em desenvolver algumas das diferenças entre o romântico tuga e o romântico americano.
Vendo bem, o americano tem o trabalho facilitado. Tem uma vista fantástica sobre a Estátua da Liberdade, sobre o rio Hudson, sobre os maiores e mais bonitos monumentos do mundo.
 O romântico tuga tem somente uma vista sobre a capoeira das galinhas, sobre o curral dos porcos e, com um pouco de sorte, sobre a Assembleia da República.

E nos parques de diversões. Se um americano leva a namorada a um desses parques, a música que ouvirá será, certamente, a canção preferida da rapariga.
Nas feiras portuguesas, estamos ainda a 2km do dito local, e já estamos a ouvir “Eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha” ou então "Depois de ti mais nada",
Ora, deste modo, só me posso questionar: “Como é que os românticos tugas ainda conseguem arranjar namoradas?" Bem, devem meter umas cunhas, ou fornecem luvas, ou algo do género.
Mas não fugindo ao tema das feiras: o americano quando ganha um jogo qualquer oferece à parceira um daqueles ursos de peluche enormes, muito fofinhos, muito bonitos, que a fazem ficar completamente pasmada. Em Portugal, quando ganhamos um qualquer sorteio só podemos oferecer uma caganita de cão de tamanho S.

E naquelas rodas gigantes. Quando a roda para, é noite, e eles os dois estão lá no alto, o americano diz:
- Desde o alto daquela colina é possível observar o local onde Lincoln pronunciou o famoso discurso de Gettysburg.
E a rapariga toda pasmada:
- Ai!, sabe de História!
E ele continua.
- Venho muitas vezes aqui com o meu cão, dar longos passeios, aproveitar o ar livre…
E ela:
-Ai, gosta de animais!
E ele remata a conversa:
- E quando me sinto só venho até aqui, olho para as luzes da cidade e penso que atrás de cada luz há uma história, uma pessoa…
E mesmo antes de ele acabar o quer que seja ela já está:
- AHHHHH! Eu amo-o, amo-o!

Ora bem, o tuga jamais poderá fazer uma coisa destas. Primeiro, não tem imaginação na altura de meter conversa e dificilmente consegue construir uma frase sem cometer erros ortográficos como “hadem” ou “hádes”. Em segundo, sendo capaz de levar uma rapariga ao alto de uma roda gigante, só pode dizer:
- Olha lá ao fundo! Olha, consigo ver o Continente. Imagina que a roda cai! AHHHHHHH!

Termino aqui a minha reflexão e concluo: o português está sempre lixado! Já não basta estar constantemente em crise mas também está em crise de engate. Já nem charme e estilo existem.

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