terça-feira, 10 de abril de 2012

Infância e Adolescência

Não há nenhuma maneira melhor de inaugurar um espaçozito na Internet do que começar pelo início. 
Entenda-se "começar pelo início" falar da infância e da adolescência. 
Pessoalmente, passei pela infância física já faz uns anitos e atualmente encontro-me em vias de me "reformar" da adolescência, também ela, física.
O pior é que quem não tem uma infância física quando é tempo e a desenvolve em conjunto com uma adolescência psicológica, o resultado proveniente dessa junção pode não ser apreciável. É que aliar o interesse por raparigas com aqueles gostos típicos de crianças de 6/7 anos pode ser uma combinação catastrófica (por muito estranho que possa parecer).
Mas a infância é também a idade em que queremos saber tudo, conhecer mais. Mas uma pergunta que naquele tempo nunca me passou pela cabeça foi: "Qual é a idade por excelência para urinar na cama?" É que a mim nunca ninguém me disse. Alíás, penso que este problema afecte 95% das crianças (sim, porque, aparentemente, 5%  já nascem a saber usar o penico).Tinha eu 12 anos, a minha mãe estava farta de estar constantemente a mudar os lençóis da minha cama e, então, ela desenvolveu uma técnica infalível. Quando me ia deitar, ela sentava-se numa cadeira à minha beira, pegava num naqueles livros "365 histórias", lia-me uma e, quando acabava, fechava a luz, dava-me um beijo, puxava a manta eléctrica e dizia: "Se tens tomates, mija-te esta noite!"
Escusado será dizer que, efectivamente, foi remédio santo para os meus problemas de incontinência urinária infantil.

Porém, a minha adolescência tem sido diferente (ainda bem, acho eu). Pelo menos, resolveram-se os problemas da bexiga. 
Embora, eu catalogue a adolescência como um período de efervescência hormonal em que substâncias como o estrogénio e a testosterona (já sem falar da erva, da marijuana e de outros compostos) nos fazem viver numa espécie de universo paralelo em que achamos que somos os reis da treta toda, é a altura em que vivemos tudo com muito mais emoção e cometemos (ou pretendemos cometer) as maiores idiotices.
Quem é que, sem ser na adolescência, se lembraria de querer nadar todo nu (ali, ao frio, com o penduricalho ao léu e a saltar de um lado para o outro - somente acontece nos rapazes ou nas shemales) ou querer fazer uma competição entre os amigos para ver quem saca mais números de telemóvel às raparigas.

No entanto, serão estas situações que, quando tivermos 40 e tal anos (se calhar até mais tarde, depende das condições psicológicas das pessoas), nos fazem olhar para trás e pensar: "Fui mesmo um parvalhão." 

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